quarta-feira, 8 de abril de 2026

Eloy Terena assume Ministério dos Povos Indígenas com foco em segurança jurídica e demarcações

 

O cenário das políticas indigenistas no Brasil entra em uma nova fase. O advogado sul-mato-grossense Luiz Henrique Eloy Amado, amplamente conhecido como Eloy Terena, assumiu oficialmente o cargo de Ministro de Estado dos Povos Indígenas. A mudança ocorre após a saída de Sônia Guajajara, que deixou a pasta para disputar a reeleição como deputada federal nas eleições de 2026. Um perfil técnico para novos desafios Eloy Terena, que atuava como secretário-executivo da pasta, assume o ministério com a missão de dar um caráter mais técnico à gestão. Entre suas prioridades, destacam-se:

  • Aceleração de demarcações: Focar em processos que enfrentam gargalos jurídicos e políticos.

  • Segurança jurídica: Priorizar a robustez técnica das homologações para evitar questionamentos judiciais.

  • Diálogo institucional: Equilibrar as demandas dos povos originários com o diálogo junto ao Congresso Nacional e ao setor produtivo.

Vitória histórica em Mato Grosso do Sul. A primeira grande ação simbólica da nova gestão ocorreu no último sábado (4), com a conclusão da demarcação física da Terra Indígena Taunay/Ipegue, em Aquidauana (MS). O ato teve um significado pessoal e histórico, já que o novo ministro é nascido na Aldeia Ipegue. A cerimônia contou com a presença da nova presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, que também assumiu recentemente o posto, reforçando a ocupação indígena em cargos de alta relevância no governo federal. Legado e Continuidade.

O Ministério dos Povos Indígenas, criado em 2023, consolidou-se como um marco na história do Brasil ao colocar indígenas no comando de políticas estratégicas. Segundo analistas, a ascensão de Eloy Terena sinaliza uma continuidade no fortalecimento da Funai e na manutenção da política de demarcação territorial, agora com um olhar focado em superar os entraves do Legislativo.