segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Vitória Popular: Povo Ocupa o Centro de Campo Grande para Festejar Reeleição do Presidente Lula

 

O Centro de Campo Grande Vira Palco da Festa da Democracia

A confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o centro de Campo Grande em um verdadeiro cenário de celebração popular. Logo após a divulgação oficial dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), militantes, famílias, jovens e lideranças sociais ocuparam as ruas da capital para comemorar a vitória nas urnas e a continuidade do projeto de reconstrução do país.

Concentrados no coração da cidade, os apoiadores entoaram jingles históricos, ergueram bandeiras e transformaram as vias centrais em uma grande festa da democracia, marcada pela esperança e pela alegria do povo sul-mato-grossense.

Lideranças e Movimentos Unificados na Celebração

A comemoração contou com a presença marcante de representantes de partidos aliados, sindicatos, movimentos sociais e parlamentares de Mato Grosso do Sul que estiveram na linha de frente da campanha. A vitória foi celebrada como um marco decisivo para a consolidação das instituições democráticas, a justiça social e a soberania nacional.

Para os organizadores e lideranças presentes, o resultado das urnas reafirma a confiança da maioria dos brasileiros nas políticas públicas voltadas ao combate à fome, ao fortalecimento da saúde e da educação pública, e à geração de emprego e renda com dignidade.


Um Compromisso com o Futuro de Mato Grosso do Sul

Em clima de otimismo, os manifestantes destacaram que a festa da vitória também marca o início de um novo ciclo de lutas e conquistas. A expectativa dos apoiadores na capital é de que o novo mandato traga ainda mais investimentos em infraestrutura, habitação popular e ações concretas para o desenvolvimento sustentável do estado.

Com bandeiras ao alto e buzinaços por toda a cidade, o povo de Campo Grande encerrou a noite reafirmando que a verdadeira democracia se faz com a participação ativa e a esperança renovada nas ruas.

Ato pela Democracia em Campo Grande: Apoiadores de Lula Ocupam o Centro na Reta Final das Eleições

 

Mobilização Popular Ocupa o Centro de Campo Grande

Na véspera do segundo turno das eleições, o centro de Campo Grande foi palco de uma expressiva manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Militantes, famílias, lideranças comunitárias e parlamentares se reuniram na Avenida Afonso Pena, em frente à Praça Ary Coelho, para defender a democracia, a soberania nacional e a continuidade das políticas sociais no país.

A concentração ocupou os dois lados da avenida com bandeiras, faixas e gritos de ordem. Durante todo o ato, os participantes destacaram a importância do engajamento popular e do voto consciente para garantir conquistas nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e direitos fundamentais.

Lideranças Políticas e Apoiadores em Defesa da Democracia

A mobilização contou com a presença de diversos representantes políticos de Mato Grosso do Sul, incluindo a senadora Soraya Thronicke, o candidato a Governador Fábio Trad, os deputados estaduais Pedro Kemp e Tiago Botelho, além dos vereadores Luiza Ribeiro, Jean Ferreira e Landmark Rios.

A diversidade de vozes no ato refletiu o clima de união em torno da candidatura do Partido dos Trabalhadores. Lideranças presentes ressaltaram o otimismo com o cenário eleitoral e reforçaram que o momento exige diálogo contínuo com a sociedade em defesa do estado democrático de direito e do combate às fake news.

Presença de Famílias e a Luta pelo Futuro

Um dos pontos marcantes da caminhada foi a forte participação de famílias e jovens. Entre os manifestantes, trabalhadores de diferentes setores e mães acompanhadas de seus filhos expressaram o desejo de construir um país mais justo, seguro e com oportunidades para as próximas gerações.

Para os organizadores, a mobilização no centro da capital demonstrou que a defesa do coletivo e da democracia ultrapassa o período eleitoral, consolidando-se como um compromisso diário por melhores condições de vida, transporte público de qualidade e justiça social em Mato Grosso do Sul.

Entre a insatisfação e a resistência parlamentar: Apoiadores da direita se reúnem no QG Capitão Contar no pós-apuração

 

CAMPO GRANDE (MS) — Na noite deste domingo (25 de outubro de 2026), o comitê político conhecido como QG Capitão Contar, localizado nos Altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, voltou a ser o epicentro da mobilização da direita no estado. Apoiadores, militantes e as principais lideranças regionais se reuniram no local para acompanhar a contagem oficial de votos do segundo turno das eleições presidenciais.

Mesmo com a votação expressiva obtida pelo Partido Liberal (PL) no estado e na capital, o encerramento da apuração nacional pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — confirmando a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva — trouxe um clima de desânimo e contida insatisfação ao comitê. Contudo, a despeito do abalo emocional entre os populares presentes, o ambiente manteve-se estritamente pacífico, sem o registro de palavras de ordem, tumultos ou incitações a atos violentos.

Alinhamento e discursos das autoridades

Após a consolidação dos dados de apuração, as principais lideranças da aliança conservadora no estado subiram ao palco para discursar à militância, adotando uma postura de oposição institucional firme e foco absoluto na atuação do Poder Legislativo a partir de 2027.

Eduardo Riedel: "A bancada de MS será a guardiã do País"

O governador reeleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, classificou a ocasião como uma "noite triste" diante do desfecho da eleição presidencial. No entanto, fez questão de ressaltar a solidez e a expressiva votação acumulada pela direita no estado. Riedel enfatizou que a nova composição da bancada sul-mato-grossense no Senado Federal — que a partir de 2027 contará com Tereza Cristina, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar — terá a missão histórica de atuar como a "grande guardiã do País", operando de forma estratégica no Congresso Nacional para conter eventuais mudanças drásticas de rota na política econômica e social.

Capitão Contar: Foco na fiscalização rigorosa do Executivo

Em consonância com a avaliação do governador, o senador eleito Capitão Contar direcionou suas palavras para o papel contramajoritário que o Senado exercerá nos próximos anos. Contar afirmou que a responsabilidade da Casa Alta aumentará de forma significativa, exigindo da bancada conservadora um trabalho minucioso de fiscalização sobre os atos do Executivo federal e um acompanhamento rigoroso em relação às indicações políticas para órgãos públicos, autarquias e agências reguladoras.

Reinaldo Azambuja: Defesa do municipalismo e blindagem das pautas regionais

O senador eleito e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, reforçou o tom de oposição programática e institucional. Azambuja conclamou a união de toda a bancada eleita para blindar os interesses socioeconômicos de Mato Grosso do Sul em Brasília. Ele sublinhou que os compromissos assumidos ao longo da campanha — como a defesa do agronegócio, o municipalismo e a manutenção do ritmo de desenvolvimento estadual — permanecerão como prioridades inegociáveis do grupo no Congresso.

Análise do cenário político regional

A reação no QG Capitão Contar reflete a transição do pragmatismo eleitoral para a construção de uma oposição parlamentar organizada. A consolidação de uma bancada 100% alinhada à centro-direita no Senado por Mato Grosso do Sul é vista pela cúpula partidária como o principal triunfo estratégico da eleição no estado, posicionando as lideranças sul-mato-grossenses como atores centrais nos debates legislativos nacionais dos próximos anos.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Manifestação em defesa da democracia e 'virada de votos' reúne milhares na Praça do Rádio, em Campo Grande

Concentração de apoiadores do Presidente Lula.

Ato promovido por frentes sindicais e lideranças do PT percorreu as principais ruas do centro da capital sul-mato-grossense em apoio à reeleição de Lula.

​Na manhã deste domingo (18), lideranças políticas do Partido dos Trabalhadores (PT), representantes sindicais e integrantes de movimentos sociais reuniram mais de 3 mil pessoas na Praça do Rádio Clube, no centro de Campo Grande, em um ato conjunto em defesa da democracia e em prol da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

​A mobilização, marcada pelo uso de bandeiras, faixas, adesivos e um trio elétrico, teve concentração inicial na praça antes de ganhar as vias da cidade. O cortejo seguiu pela Avenida Afonso Pena, virou à direita na Rua 14 de Julho e desceu pela Rua Barão do Rio Branco, retornando ao ponto de partida. Durante todo o percurso, os participantes entoaram palavras de ordem e discursos políticos, encerrando a caminhada com a execução do Hino Nacional Brasileiro.

​O ato foi articulado por nomes como os vereadores Jean Ferreira, Luiza Ribeiro e Landmark — todos do PT —, além de contar com a presença de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MS) e da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). Segundo a organização, a passeata integra o calendário de mobilizações nacionais da reta final de campanha.

Passeata pelo centro capital

 ​Para o vereador Jean Ferreira, a caminhada representou uma demonstração de amplitude política:

​“É um ato da virada, um ato de mobilização nacional. Recebemos pessoas de todos os espectros políticos — não apenas da esquerda ou do PT, mas também de centro e de direita —, que apoiam o presidente Lula por entenderem que apenas em seu governo cabem todas as ideologias, religiões e a verdadeira tolerância.”

​Já a vereadora Luiza Ribeiro enfatizou a importância de combater a abstenção no dia da votação, sobretudo entre eleitores idosos:

​“Aproveitamos o momento para conscientizar a população sobre a importância de levar cada voto à urna, especialmente os de quem tem mais de 60, 70 ou 80 anos. Caso tenhamos chuva novamente, a recomendação é checar o local com antecedência e, se necessário, pedir apoio a familiares, amigos ou à Justiça Eleitoral. O país precisa de cada voto.”

​A mobilização em Campo Grande reflete a estratégia das campanhas partidárias de intensificar a presença nas ruas nos dias decisivos que antecedem o pleito. A expectativa dos organizadores é que a onda de atos locais sirva de termômetro e incentivo para mobilizar a base de apoio e reduzir a abstenção nas urnas da capital

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Força do agro e mobilização de rua: Campo Grande recebe a "Grande Mobilização Pró-Brasil 22" no próximo dia 24

 

CAMPO GRANDE (MS) — Com o objetivo de demonstrar a força dos setores produtivos, do agronegócio e das bases voluntárias em Mato Grosso do Sul, apoiadores e lideranças políticas locais convocam a população para a "Grande Mobilização Pró-Brasil 22", marcada para o próximo dia 24 de outubro, a partir das 15h.

A concentração do ato político e popular será realizada nos Altos da Avenida Afonso Pena, em frente ao Bioparque Pantanal (antigo Aquário do Pantanal), um dos principais pontos de encontro de manifestações na capital sul-mato-grossense.

Integração entre campo e cidade na reta final de campanha

O evento propõe uma grande carreata e cavalgada integradas, reunindo diferentes segmentos da sociedade. A organização incentiva a participação do público com bandeiras do Brasil e variados meios de transporte, convidando produtores rurais a comparecerem com cavalos e máquinas agrícolas (tratores e colheitadeiras), além de motoristas, motociclistas e ciclistas.

A iniciativa faz parte do esforço de mobilização promovido pelo comitê QG Voluntários do Flávio Bolsonaro, sediado na Rua Pernambuco, 1829 (esquina com a Rua Paraíba). A articulação conta com o engajamento direto de figuras e ativistas políticos locais, como André Salineiro e Julio Nunes, que utilizam as redes sociais para coordenar a logística e a participação do público no estado.

Entre os principais eixos da mobilização destacam-se:

  • Valorização do Agronegócio: A presença de máquinas agrícolas e comitivas sertanejas busca reforçar o papel estratégico de Mato Grosso do Sul na produção agropecuária nacional e no apoio à plataforma liberal.

  • Engajamento Voluntário e Familiar: O formato do evento foi desenhado para atrair famílias, produtores regionais e grupos de ciclistas e motociclistas em um ato pacífico de apoio à chapa 22 na reta final do pleito.

  • Alinhamento com as pautas conservadoras: Defesa da liberdade econômica, da segurança no campo, do direito à propriedade privada e do fortalecimento das tradições locais.

Serviço

  • Evento: Grande Mobilização Pró-Brasil 22

  • Data e Horário: 24 de outubro, a partir das 15h

  • Ponto de Concentração: Altos da Afonso Pena (Bioparque / Aquário do Pantanal - Campo Grande - MS)

  • Ponto de Apoio / Informações: QG Voluntários do Flávio Bolsonaro (Rua Pernambuco, 1829 - esquina com Rua Paraíba)

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Mobilização e alinhamento: PL reúne prefeitos e lideranças em Campo Grande para fortalecer candidatura no 2º turno

Imagem gerada por IA

CAMPO GRANDE (MS) — O Partido Liberal (PL) promove nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, às 18h, um encontro estratégico com prefeitos, prefeitas, vices, vereadores e lideranças políticas locais de Mato Grosso do Sul. A reunião ocorre no tradicional QG Capitão Contar, situado na Avenida Afonso Pena, nº 6670, no bairro Chácara Cachoeira, na capital sul-mato-grossense.

O evento integra a ofensiva partidária para consolidar palanques regionais e traçar diretrizes de atuação no segundo turno das eleições presidenciais. A chapa majoritária nacional é encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (PL) como candidato a vice-presidente.

Foco na articulação regional e ampliação de bases

Com a aproximação da reta final da campanha, a cúpula liberal busca estreitar o diálogo com gestores municipais e parlamentares regionais para otimizar o trabalho de campo, passeatas e engajamento comunitário.

A escolha de Campo Grande como ponto de convergência reflete o peso estratégico do estado nas projeções do partido. A aliança na região conta com apoio de importantes lideranças políticas locais, incluindo parlamentares e gestores municipais que participam ativamente da coordenação política no estado.

Entre as pautas prioritárias a serem debatidas no encontro estão:

  • Segurança pública e pautas econômicas: Temas centrais da plataforma de campanha que dialogam com as demandas locais do agronegócio e do comércio sul-mato-grossense.

  • Coordenação de campanha de rua: Organização de carreatas, mutirões de adesivação e ações integradas entre vereadores e prefeitos nos municípios do interior.

  • Diálogo com chapas aliadas: Construção de convergências com siglas parceiras no estado para ampliação da margem de votos.

Serviço

  • Evento: Reunião de Prefeitos(as) e Lideranças Políticas do PL

  • Data e Horário: Quarta-feira, 14 de outubro, às 18h

  • Local: QG Capitão Contar (Avenida Afonso Pena, 6670 - Chácara Cachoeira, Campo Grande - MS)

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Mobilização da Classe Trabalhadora em Campo Grande: Movimentos e Lideranças Unem Forças por Direitos e Fim do Feminicídio


A Força da Mobilização Popular nas Ruas de Campo Grande

A capital sul-mato-grossense foi palco de uma expressiva demonstração de unidade e força política com a Mobilização da Classe Trabalhadora. Em uma caminhada que reuniu centrais sindicais, entidades de classe, movimentos sociais e partidos de esquerda, centenas de manifestantes ocuparam o centro de Campo Grande, ligando as demandas históricas do Grito dos Excluídos às lutas diárias por direitos trabalhistas e justiça social.

A concentração teve início na tradicional Praça Ary Coelho e seguiu em passeata pelas avenida 14 de julho até a Esplanada Ferroviária. Durante todo o percurso, faixas, cartazes e gritos de ordem deram o tom da manifestação, que cobrou do poder público respostas concretas para a precarização do trabalho e o avanço da violência de gênero no estado.


Unidade de Esquerda: FETEMS, UP, MPL e Lideranças Políticas

A articulação reuniu o Partido dos Trabalhadores (PT), a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e sindicatos de diversas categorias. A diversidade de bandeiras refletiu a urgência de construir uma frente ampla em defesa da classe trabalhadora e das populações mais vulneráveis.

Entre as lideranças presentes no ato, o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), acompanhou a marcha ao lado de apoiadores e lideranças comunitárias. Trad conversou com os participantes, defendeu o fortalecimento dos direitos trabalhistas e pautou propostas de impacto direto para o funcionalismo e os aposentados, como a extinção da cobrança de 14% da contribuição previdenciária sobre os inativos no estado.

Combate ao Feminicídio e Proteção Integral à Mulher

Um dos eixos mais contundentes da mobilização permaneceu focado na preservação da vida das mulheres. Frente aos índices preocupantes de violência doméstica e feminicídio registradas no Mato Grosso do Sul, o ato reforçou o lema "Mulheres Vivas e Soberania", exigindo que o combate à misoginia seja tratado como prioridade de segurança e saúde pública.

Os manifestantes reivindicaram a ampliação imediata da rede de atendimento especializado, com a expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) para o interior e o fortalecimento de unidades da Casa da Mulher Brasileira. Além disso, foram defendidas políticas de autonomia financeira, capacitação e moradia digna para mulheres chefes de família, garantindo condições reais para a ruptura de ciclos de violência.


Pautas Trabalhistas, Transporte e Serviços Públicos

Conectando as demandas feministas às reivindicações do campo do trabalho, a marcha pautou o fim da jornada 6x1 e a melhoria das condições salariais de diversas categorias. O Movimento defendeu o direito ao transporte público de qualidade, fundamental para a mobilidade segura das trabalhadoras e da juventude periférica.

O fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a valorização da educação pública estadual e municipal e o acesso à habitação popular fecharam o conjunto de propostas apresentadas no encerramento do ato, na Esplanada Ferroviária. Para os organizadores, a passeata reafirma que a conquista de direitos e a verdadeira independência do país dependem da organização constante e da presença da população nas ruas.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Grito dos Excluídos 2026: A Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher

 


O Outro Lado do 7 de Setembro: Manifestação pela Vida e Dignidade

Enquanto as avenidas centrais se preparam para os tradicionais desfiles do Dia da Independência, movimentos sociais, coletivos comunitários e cidadãos organizados voltam a ocupar o espaço público por uma causa urgente. Em 2026, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas escolheu como eixo principal a defesa da vida das mulheres, colocando a erradicação do feminicídio e da violência doméstica no centro das atenções.

Com o lema "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!", a mobilização traz para o debate público dados alarmantes sobre os crimes de gênero que afetam milhares de brasileiras todos os dias. O objetivo é transformar a data cívica em um momento de cobrança por políticas públicas efetivas e proteção real.


A Violência Contra a Mulher Como Prioridade Nacional

A decisão de colocar a pauta feminina no topo das reivindicações responde ao aumento expressivo dos índices de agressão e assassinatos de mulheres registrados ao longo do ano. Para os organizadores do manifesto, não é possível falar em independência nacional enquanto milhares de mulheres continuam expostas ao perigo dentro de suas próprias casas e comunidades.

O movimento exige o fortalecimento imediato das redes de atendimento, com a criação de novas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e a ampliação de unidades da Casa da Mulher Brasileira. Além disso, defende a gratuidade nos processos judiciais para vítimas de agressão e o incentivo a programas governamentais de capacitação, empregabilidade e moradia, garantindo que as mulheres tenham autonomia financeira para romper o ciclo da violência.


Uma Luta Integrada por Direitos Sociais

A defesa das mulheres conecta-se diretamente a outras demandas históricas do movimento popular. O manifesto deste ano também defende o direito à moradia digna, por meio da regularização fundiária e do investimento em habitação para famílias de baixa renda, muitas das quais são chefiadas por mulheres solo.

No campo do trabalho e da economia, os participantes reivindicam o fim da jornada de trabalho 6x1, além de melhores condições salariais e valorização profissional. A pauta inclui ainda o fortalecimento da educação pública, do Sistema Único de Saúde (SUS) e de ações estruturantes de segurança nas periferias, reforçando que a paz social só se constrói com justiça e igualdade de oportunidades.

Por Que o Grito dos Excluídos Continua Atual?

Criado na década de 1990, o Grito dos Excluídos surgiu como uma alternativa crítica aos desfiles oficiais do 7 de Setembro, convidando a população a deixar a posição de espectadora para se tornar protagonista de suas próprias reivindicações.

Ao unir o combate ao machismo estrutural às lutas por terra, teto e trabalho, a manifestação lembra que a soberania de um país depende, antes de tudo, da garantia do direito fundamental à vida e à dignidade para todas as pessoas.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Crise na Saúde Indígena: Lideranças ocupam Dsei em Campo Grande e exigem saída de coordenador



Na manhã desta terça-feira (30), cerca de 100 indígenas ocuparam a sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) em Campo Grande, impedindo a entrada de funcionários. A situação escalou a ponto de equipes da Polícia Federal irem até o local para tentar mediar o acesso ao prédio.

O movimento, organizado por caciques e lideranças, tem um alvo claro: a exoneração imediata do coordenador do órgão, Lindomar Terena.

O que as comunidades estão denunciando?

Cartazes colados no portão do Dsei dão o tom do protesto: “A base das comunidades pede socorro” e “O descaso com a saúde indígena não pode continuar”.

De acordo com Célio Fialho Terena, coordenador da Comunidade Terena, a insatisfação vem de problemas estruturais graves e recorrentes:

  • Falta do básico: Escassez de remédios, problemas no abastecimento de água e equipes médicas insuficientes nas aldeias.

  • Logística travada: Falta de transporte adequado para atender as comunidades.

  • Sumiço de materiais: As lideranças cobram explicações sobre o desaparecimento de pneus de veículos oficiais e de mais de 100 celulares que deveriam ser entregues a agentes de saúde.

  • Falta de diálogo: Os manifestantes exigem uma gestão que saia do gabinete, visite as bases e ouça as demandas reais do povo. Vale lembrar que, em março deste ano, o grupo já havia ocupado o local por três dias pelo mesmo motivo.

Racha interno e acusações de perseguição

A crise não é apenas externa. O próprio coordenador substituto do Dsei, Genilson Duarte, se posicionou a favor dos manifestantes e expôs um racha administrativo na gestão.

“A gestão tem colocado em indisponibilidade servidores que apoiam a oposição. São pessoas que não têm nada que desabone. Eu me posicionei contra assédios, demissões e perseguições, e ao lado dos trabalhadores. Isso gerou uma crise na gestão e, inclusive, nos colocou em indisponibilidade”, afirmou Genilson.

O outro lado: O que diz o coordenador?

Lindomar Terena, o coordenador contestado, chegou ao prédio por volta das 10h20 e rebateu as acusações ponto a ponto:

  • Sobre as viaturas: Afirmou que a frota nova está no pátio pronta para entrega e que os atrasos se devem à espera por motoristas de polos como Dourados para fazer a retirada.

  • Sobre os celulares: Garantiu que os aparelhos foram distribuídos e que possui documentos assinados que comprovam a entrega em todos os polos-base.

  • Sobre as demissões: Justificou que os servidores de carreira devolvidos ao Ministério da Saúde estavam "sem função" e fazendo pedidos de viagem sem justificativa concreta. Sobre outras demissões de terceirizados ou comissionados, alegou tratar-se de “mudanças técnicas da nova gestão, que não precisam ser justificadas”.

A ocupação continua e as lideranças prometem resistir até que providências sejam tomadas de Brasília.

Como você enxerga a gestão da saúde indígena na sua região? Acha que a pressão das lideranças vai surtir efeito dessa vez? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate!

Com foco em infraestrutura e reforma agrária, presidente Lula cumpriu agenda estratégica em Mato Grosso do Sul

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu uma agenda intensa em Mato Grosso do Sul. A visita reforça a relevância do estado para os planos de desenvolvimento do Governo Federal, dividindo-se entre o anúncio de grandes investimentos industriais e ações de forte impacto social e logístico na região de fronteira.

A passagem do chefe do Executivo federal mobilizou lideranças locais, empresários do setor do agronegócio e movimentos sociais, consolidando parcerias estratégicas para o crescimento econômico e a infraestrutura sul-mato-grossense.

Retomada da UFN3 em Três Lagoas

A agenda presidencial começou cedo na região leste do estado. O presidente desembarcou no Aeroporto Municipal Plínio Alarcom, em Três Lagoas, e seguiu diretamente para uma visita técnica às instalações da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3).

Logo após a vistoria, o presidente participou do anúncio oficial da retomada das obras da fábrica de fertilizantes. O projeto, que estava paralisado, é considerado essencial para reduzir a dependência brasileira da importação de insumos agrícolas e impulsionar a competitividade do agronegócio nacional.

Compromissos em Ponta Porã: Reforma agrária e logística

Na sequência, a comitiva presidencial seguiu para Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Na cidade, o foco das ações dividiu-se entre o desenvolvimento rural e a modernização dos modais de transporte regionais.

📌 Destaques das entregas na região de fronteira:

  • Títulos de terra: Entrega de 1.390 títulos de domínio para famílias assentadas de diferentes municípios sul-mato-grossenses.
  • Apoio às famílias: Liberação de recursos para habitação rural, créditos voltados ao Programa Fomento Mulher e aquisição de novas áreas destinadas à reforma agrária.
  • Infraestrutura aérea: Inauguração das obras de melhoria e modernização do Aeroporto Internacional de Ponta Porã, fortalecendo a conectividade e o turismo local.

👁️ O que essa visita representa para o futuro do estado?

A nova passagem de Lula por Mato Grosso do Sul deixa claro que o estado ocupa um papel central em uma estratégia que busca equilibrar duas frentes fundamentais: a industrialização de base tecnológica e o fortalecimento social no campo.

A reativação da UFN3 em Três Lagoas posiciona a região como um polo estratégico para a soberania alimentar e de insumos do país. Ao mesmo tempo, as entregas em Ponta Porã trazem dignidade jurídica e econômica para milhares de famílias assentadas, além de modernizar rotas comerciais fundamentais na fronteira. Para o morador sul-mato-grossense, o sucesso dessas iniciativas promete se traduzir em novos postos de trabalho, atração de investimentos privados e robustecimento da infraestrutura urbana nos próximos anos.