Campo Grande (MS) — Um ato político com viés ideológico de direita foi realizado na manhã de 1º de março de 2026, na Praça do Rádio, entre a Rua Padre João Crippa e a Avenida Afonso Pena, região central de Campo Grande. A mobilização teve início às 9h e foi encerrada pouco depois das 11h, reunindo aproximadamente 250 participantes.
Sem registro de incidentes, sem presença de grupos oposicionistas e sem indícios de incitação à violência, o evento transcorreu de forma organizada. Cerca de 10 agentes de segurança pública, entre policiais militares e guardas civis metropolitanos, acompanharam a manifestação.
Discursos e posicionamentos
Cartazes e falas no carro de som trouxeram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O tom predominante foi de contestação institucional, com ênfase em pautas relacionadas à liberdade de expressão e à defesa de mudanças no cenário político nacional.
Entre os presentes esteve Cassy Monteiro, 1ª suplente de vereadora pelo PL-MS e apontada como liderança do movimento JUNTOS MS. Em seu discurso, convidou os participantes a se unirem em oração. Pediu a Deus proteção às famílias brasileiras, às crianças e ao futuro do país, imprimindo ao ato um componente simbólico e religioso que foi acompanhado por parte do público em silêncio respeitoso.
O vereador André Salineiro afirmou, em sua fala, que os recentes casos de corrupção envolvendo o atual governo federal reforçam, segundo ele, a necessidade de mobilização permanente da sociedade civil. Salineiro sustentou que o país vive momento de fragilidade institucional e defendeu maior vigilância popular sobre os poderes constituídos. Já o deputado federal Rodolfo Nogueira declarou que, dos cerca de 300 parlamentares eleitos com vinculação política à figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, apenas aproximadamente 80 permaneceriam, segundo ele, “verdadeiramente leais”. Nogueira afirmou que esse grupo continuará a lutar pela chamada “verdadeira PEC da Anistia” e manifestou apoio ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, defendendo a consolidação de um projeto político alinhado ao conservadorismo nacional.Presença política
Também participaram do ato:
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João Henrique Catan
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Rafael Tavares
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Capitão Contar
Além de lideranças locais e apoiadores vinculados ao movimento JUNTOS MS.
Ao término da manifestação, foi realizada uma carreata acompanhada pela Guarda Civil Metropolitana, com cerca de 30 carros e 25 motocicletas.
Contexto e possíveis desdobramentos
O ato ocorre em ambiente político nacional ainda marcado por forte polarização ideológica. Em Mato Grosso do Sul, estado historicamente associado a um eleitorado de perfil conservador, mobilizações dessa natureza encontram terreno fértil para articulação e consolidação de bases.
Ainda que o número de participantes tenha sido moderado, a presença de parlamentares e pré-candidatos indica estratégia de manutenção de visibilidade pública e engajamento orgânico. A tendência é que novos atos sejam convocados nos próximos meses, especialmente se debates em Brasília relacionados à anistia, decisões do Supremo ou denúncias envolvendo o Executivo federal reacenderem a mobilização de grupos alinhados à direita.
Impacto político
No cenário municipal e estadual, o evento reforça o posicionamento de lideranças que buscam ampliar capital político para os próximos pleitos. Nacionalmente, manifestações dessa natureza mantêm ativo o debate sobre anistia, fidelidade partidária e reorganização das forças conservadoras.
A Praça do Rádio, tradicional espaço de expressão cívica na capital sul-mato-grossense, foi novamente palco de manifestação política pacífica, evidenciando que, apesar das divergências ideológicas, o exercício do direito de reunião permanece inserido dentro da normalidade democrática.






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