Mobilização estratégica na véspera do 1º de Maio percorreu a Avenida Afonso Pena e cobrou valorização profissional e reforma agrária em Mato Grosso do Sul.
Na tarde da última quinta-feira (30 de abril), o centro de Campo Grande foi palco de uma das maiores mobilizações sociais do ano no estado: a Marcha da Classe Trabalhadora de MS. Com bandeiras, faixas e palavras de ordem, cerca de 1 mil manifestantes, entre professores, trabalhadores rurais, indígenas e líderes sindicais ocuparam as ruas para reivindicar direitos que vão desde a jornada de trabalho até a reforma agrária.
O grito pelo fim da escala 6x1
O tema central que dominou os discursos na Praça do Rádio Clube foi a luta pelo fim da escala 6x1. O movimento defende que o modelo atual de seis dias de trabalho para um de folga é exaustivo e prejudica a saúde mental e a convivência familiar dos trabalhadores sul-mato-grossenses.
"A classe trabalhadora precisa de tempo para viver, não apenas para produzir. Essa é uma luta pela dignidade e pela humanização das relações de trabalho", afirmou um dos representantes da CUT-MS durante o trajeto pela Avenida Afonso Pena.
Educação e Valorização em Pauta
A educação pública teve papel de destaque na marcha. Organizada por entidades como a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), a mobilização cobrou o fim da "criminalização" da categoria e melhores condições salariais. Para os professores presentes, o ato foi um aquecimento necessário para as celebrações do Dia do Trabalhador, reforçando que a categoria segue em estado de alerta.
Reforma Agrária e Direitos Indígenas
Diferente de anos anteriores, a marcha de 2026 trouxe uma forte presença de movimentos sociais do campo. As principais demandas incluíram a aceleração dos processos de reforma agrária no estado e a proteção das terras indígenas, pautas que ganharam força diante dos recentes debates sobre marcos temporais e conflitos agrários na região.
Impacto no Trânsito e Encerramento
A marcha, que começou na Concha Acústica e seguiu em direção ao centro da capital, causou lentidão no trânsito da Afonso Pena no final da tarde, mas ocorreu de forma pacífica e acompanhada pela Polícia Militar e Agetran. O ato foi encerrado com um chamado à união das categorias para os próximos desafios legislativos que tramitam no Congresso Nacional

