quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Mobilização da Classe Trabalhadora em Campo Grande: Movimentos e Lideranças Unem Forças por Direitos e Fim do Feminicídio


A Força da Mobilização Popular nas Ruas de Campo Grande

A capital sul-mato-grossense foi palco de uma expressiva demonstração de unidade e força política com a Mobilização da Classe Trabalhadora. Em uma caminhada que reuniu centrais sindicais, entidades de classe, movimentos sociais e partidos de esquerda, centenas de manifestantes ocuparam o centro de Campo Grande, ligando as demandas históricas do Grito dos Excluídos às lutas diárias por direitos trabalhistas e justiça social.

A concentração teve início na tradicional Praça Ary Coelho e seguiu em passeata pelas avenida 14 de julho até a Esplanada Ferroviária. Durante todo o percurso, faixas, cartazes e gritos de ordem deram o tom da manifestação, que cobrou do poder público respostas concretas para a precarização do trabalho e o avanço da violência de gênero no estado.


Unidade de Esquerda: FETEMS, UP, MPL e Lideranças Políticas

A articulação reuniu o Partido dos Trabalhadores (PT), a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e sindicatos de diversas categorias. A diversidade de bandeiras refletiu a urgência de construir uma frente ampla em defesa da classe trabalhadora e das populações mais vulneráveis.

Entre as lideranças presentes no ato, o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), acompanhou a marcha ao lado de apoiadores e lideranças comunitárias. Trad conversou com os participantes, defendeu o fortalecimento dos direitos trabalhistas e pautou propostas de impacto direto para o funcionalismo e os aposentados, como a extinção da cobrança de 14% da contribuição previdenciária sobre os inativos no estado.

Combate ao Feminicídio e Proteção Integral à Mulher

Um dos eixos mais contundentes da mobilização permaneceu focado na preservação da vida das mulheres. Frente aos índices preocupantes de violência doméstica e feminicídio registradas no Mato Grosso do Sul, o ato reforçou o lema "Mulheres Vivas e Soberania", exigindo que o combate à misoginia seja tratado como prioridade de segurança e saúde pública.

Os manifestantes reivindicaram a ampliação imediata da rede de atendimento especializado, com a expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) para o interior e o fortalecimento de unidades da Casa da Mulher Brasileira. Além disso, foram defendidas políticas de autonomia financeira, capacitação e moradia digna para mulheres chefes de família, garantindo condições reais para a ruptura de ciclos de violência.


Pautas Trabalhistas, Transporte e Serviços Públicos

Conectando as demandas feministas às reivindicações do campo do trabalho, a marcha pautou o fim da jornada 6x1 e a melhoria das condições salariais de diversas categorias. O Movimento defendeu o direito ao transporte público de qualidade, fundamental para a mobilidade segura das trabalhadoras e da juventude periférica.

O fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a valorização da educação pública estadual e municipal e o acesso à habitação popular fecharam o conjunto de propostas apresentadas no encerramento do ato, na Esplanada Ferroviária. Para os organizadores, a passeata reafirma que a conquista de direitos e a verdadeira independência do país dependem da organização constante e da presença da população nas ruas.