
CAMPO GRANDE (MS) — Na noite deste domingo (25 de outubro de 2026), o comitê político conhecido como QG Capitão Contar, localizado nos Altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, voltou a ser o epicentro da mobilização da direita no estado. Apoiadores, militantes e as principais lideranças regionais se reuniram no local para acompanhar a contagem oficial de votos do segundo turno das eleições presidenciais.
Mesmo com a votação expressiva obtida pelo Partido Liberal (PL) no estado e na capital, o encerramento da apuração nacional pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — confirmando a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva — trouxe um clima de desânimo e contida insatisfação ao comitê. Contudo, a despeito do abalo emocional entre os populares presentes, o ambiente manteve-se estritamente pacífico, sem o registro de palavras de ordem, tumultos ou incitações a atos violentos.
Alinhamento e discursos das autoridades
Após a consolidação dos dados de apuração, as principais lideranças da aliança conservadora no estado subiram ao palco para discursar à militância, adotando uma postura de oposição institucional firme e foco absoluto na atuação do Poder Legislativo a partir de 2027.
Eduardo Riedel: "A bancada de MS será a guardiã do País"
O governador reeleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, classificou a ocasião como uma "noite triste" diante do desfecho da eleição presidencial. No entanto, fez questão de ressaltar a solidez e a expressiva votação acumulada pela direita no estado. Riedel enfatizou que a nova composição da bancada sul-mato-grossense no Senado Federal — que a partir de 2027 contará com Tereza Cristina, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar — terá a missão histórica de atuar como a "grande guardiã do País", operando de forma estratégica no Congresso Nacional para conter eventuais mudanças drásticas de rota na política econômica e social.
Capitão Contar: Foco na fiscalização rigorosa do Executivo
Em consonância com a avaliação do governador, o senador eleito Capitão Contar direcionou suas palavras para o papel contramajoritário que o Senado exercerá nos próximos anos. Contar afirmou que a responsabilidade da Casa Alta aumentará de forma significativa, exigindo da bancada conservadora um trabalho minucioso de fiscalização sobre os atos do Executivo federal e um acompanhamento rigoroso em relação às indicações políticas para órgãos públicos, autarquias e agências reguladoras.
Reinaldo Azambuja: Defesa do municipalismo e blindagem das pautas regionais
O senador eleito e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, reforçou o tom de oposição programática e institucional. Azambuja conclamou a união de toda a bancada eleita para blindar os interesses socioeconômicos de Mato Grosso do Sul em Brasília. Ele sublinhou que os compromissos assumidos ao longo da campanha — como a defesa do agronegócio, o municipalismo e a manutenção do ritmo de desenvolvimento estadual — permanecerão como prioridades inegociáveis do grupo no Congresso.
Análise do cenário político regional
A reação no QG Capitão Contar reflete a transição do pragmatismo eleitoral para a construção de uma oposição parlamentar organizada. A consolidação de uma bancada 100% alinhada à centro-direita no Senado por Mato Grosso do Sul é vista pela cúpula partidária como o principal triunfo estratégico da eleição no estado, posicionando as lideranças sul-mato-grossenses como atores centrais nos debates legislativos nacionais dos próximos anos.
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